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SP2B 2026 · 12 ago · 10h

SP2B 2026 · Tecnologia e Inovação Digital · 12 ago

AI: sua copilota
no trabalho e na vida.

Uma conversa em voz alta sobre como a IA já está mudando a forma de empreender, criar e viver. Sem manual e sem passo a passo. Só as perguntas que importam.

Hoje 10h - 11h
Formato 25 min de provocação, depois é com vocês
Conduzido por Luiz Filipe Couto

Antes de começar

Quem está falando com vocês

Kelly Cordes de Andrade
Kelly Cordes de Andrade
Fundadora da sta_ai
  • Lidera a sta_ai, consultoria de capacitação corporativa em Inteligência Artificial
  • Metodologia própria: material curado antes, encontros ao vivo e um artefato entregue ao cliente no fim
  • Foco em executivos e equipes sem background técnico, em grupos reduzidos
Luiz Filipe Couto
Luiz Filipe Couto
Fundador da PixFly
  • Fundador da Vindi (adquirida pela Locaweb), da NetCartas e da WallJobs
  • Embaixador oficial da Anthropic no Brasil e organizador do Claude Code Meetup São Paulo
  • Forma times e executivos em Itaú, Aura Minerals, B&B Hotels, Liqi, Robbin e Alice

Agenda

Como vai funcionar a nossa hora

Duas partes. Sem tutorial, sem lista de ferramentas para anotar e sem promessa de que a IA resolve a sua vida.

Os primeiros 25 minutos

Eu provoco

Duas perguntas atravessam tudo o que eu vou falar: onde a IA amplia quem você é, e onde ela ainda não substitui o seu julgamento.

O resto do tempo

Vocês respondem

A parte boa vem das experiências de quem está nesta sala. A gente troca visões, testa ideias e sai com perguntas novas, não com respostas prontas.

Se algo que eu disser bater com o que você viveu, ou contradisser, me interrompa. É esse o ponto.

01

Bloco 1

O que mudou
de verdade.

Tirando o hype, uma coisa mudou de patamar nos últimos dois anos. E ela muda o que você pode pedir.

A virada

A IA parou de responder
e começou a fazer

Durante anos a relação era simples: você perguntava, ela devolvia um texto. Você continuava fazendo todo o trabalho, só com um rascunho melhor na mão.

O que mudou é que ela passou a executar tarefas de vários passos sozinha. Ler o material, cruzar com o resto, organizar, produzir e voltar com a coisa pronta para você julgar.

Antes

Uma caixa de respostas

"Me dá ideias de texto para um e-mail de cobrança."

Agora

Alguém que trabalha junto

"Olha os 40 clientes em atraso, entende o histórico de cada um e escreve o e-mail que faz sentido para cada caso."

Uma palavra que você vai ouvir muito

E o que é um agente, afinal?

Todo mundo repete essa palavra e quase ninguém explica. Não é um robô, e não é um programa novo que você precisa instalar. É a mesma IA que você já usa, com quatro coisas em volta dela.

LLM + loop + ferramentas + contexto + memória

Ferramentas ler, escrever, buscar, executar Contexto o problema e os seus arquivos Memória o que ela já sabe de você LLM em loop, até terminar Objetivo atingido

A diferença prática é essa: você não acompanha passo a passo. Descreve o objetivo e confere o resultado.

Na prática

O que isso destrava para quem empreende

Não é sobre digitar mais rápido. É sobre três coisas que antes tinham preço proibitivo.

01

Tentar fica barato

Aquela ideia que morria porque testá-la custava duas semanas de alguém. Hoje ela cabe numa tarde.

02

O trabalho chato encolhe

Organizar, resumir, comparar, transcrever, formatar, conferir. Isso consumia metade do seu dia e não diferenciava você em nada.

03

Você acessa o que não domina

Um olhar jurídico antes de assinar. Uma leitura de dados que você não sabe fazer. Não substitui o especialista, mas te faz chegar nele com a pergunta certa.

E por isso agora é a era dos builders

Antes sua ideia time de 10 engenheiros 12 meses produto você precisava terceirizar, a sua ideia dependia dos outros Agora sua ideia você + IA, em dias ou semanas produto quem tem ideia e visão consegue construir, a barreira técnica caiu

A provocação

O que eu vejo separar
quem avança de quem trava

Não é idade, não é ser da área de tecnologia e não é o quanto a pessoa estudou sobre IA. Eu já vi gente de 60 anos voar e gente de 25 empacar.

Quem trava usa a IA para pedir tarefas.
Quem avança convida a IA para participar do problema.

É uma diferença de postura, não de técnica. E é dela que vem quase tudo o que eu vou falar daqui para a frente.

Uma pergunta em aberto

Quem larga na frente: quem tem
contexto ou quem tem velocidade?

Se o jogo é convidar a IA para dentro do problema, então o ativo mais valioso passa a ser conhecer o problema. E isso muda quem está em vantagem.

Quem tem estrada

Contexto é o que sobra

Vinte anos de negócio viram contexto. Você sabe onde a margem aperta, por que aquele cliente comprou, o que já foi tentado e deu errado. A IA não tem nada disso, e é exatamente o que ela precisa receber para ser útil.

Quem tem velocidade

Aprender é o que sobra

Testa três IAs na mesma tarde, aprende uma ferramenta nova num fim de semana e não tem medo de errar. Não se apega a nada, então acompanha um mercado que muda a cada poucos meses.

E se a vantagem não for de nenhum dos dois sozinho? O que acontece na sua empresa quando quem tem a estrada senta ao lado de quem tem a velocidade?

Eu não tenho a resposta. Mas é a pergunta que eu levaria para dentro da minha empresa esta semana.

02

Bloco 2

Não existe
bala de prata.

A pergunta "qual é a melhor IA?" é a pergunta errada. E ela custa caro para quem faz.

O mapa

Cada uma é boa em alguma coisa

Elas não são intercambiáveis. Usar a errada para a sua tarefa é o motivo mais comum de alguém achar que "IA não funciona". Quem são os laboratórios que disputam isso hoje:

OpenAI · ChatGPT

Popularizou tudo isso em 2022. Hoje é o mais versátil e o maior ecossistema. Boa porta de entrada.

Anthropic · Claude

Nasceu com foco em segurança. Texto longo, raciocínio cuidadoso e tarefas encadeadas. É a que eu uso para pensar junto.

Google · Gemini

Demorou a reagir, veio com o Bard e virou o Gemini. Forte em volume de informação, vídeo e no mundo Google.

Meta · Muse Spark

Sucedeu a linha Llama e virou fechada, uma reviravolta para quem apostava no open source da Meta. Tem um modo que dispara vários subagentes em paralelo no mesmo problema.

xAI · Grok

Do Elon Musk, integrado ao X. Forte no que está sendo dito agora, em tempo real.

DeepSeek

Da China. Mostrou que modelo de ponta pode ser treinado por uma fração do custo, e derrubou a premissa de que só gigante compete.

A sensação do momento

Moonshot · Kimi K3

Lançado em julho de 2026, também na China. É o maior modelo aberto do mundo, com 2,8 trilhões de parâmetros e desempenho de fronteira, e qualquer um pode baixar os pesos.

E isso muda a cada poucos meses. Só nesta semana a Meta liberou os pesos de um modelo que roda numa placa de vídeo comum. Quem casa com uma ferramenta perde. Quem entende para que serve cada uma, ganha.

O erro que eu mais vejo

Caçar o prompt mágico
em vez de cuidar do contexto

Todo mundo procura a fórmula secreta, aquele prompt que alguém postou e que resolveria tudo. Só que prompt é a forma. Contexto é a matéria-prima, e é nele que quase ninguém investe tempo. O pulo do gato está aí.

Delegar a tarefa

"Faz um post de Instagram para a promoção de inverno."

Você já decidiu sozinho que a resposta é um post. A IA só executa a sua decisão, e a sua decisão pode estar errada.

Explicar o problema

"Sobrou estoque de inverno, preciso girar até o fim do mês, tenho R$ 2 mil de verba e não quero queimar a marca com desconto agressivo. Meus melhores clientes compram por indicação. O que você faria?"

Aqui ela pode voltar dizendo que o caminho não é post nenhum, e sim uma ação com a sua base antiga. Foi o contexto que abriu essa porta.

Quando você entrega a tarefa, recebe a tarefa. Quando você entrega o problema, às vezes recebe uma solução melhor do que a que você ia pedir.
03

Bloco 3 · o coração desta conversa

Não é sobre
o prompt.

É sobre contexto. Levar o problema inteiro, com o que está em jogo, e convidar a IA para dentro dele.

A novidade que muda a rotina

Hoje as principais IAs do mercado
têm memória

Isso é recente, e muda o custo de usar IA no dia a dia. Você não precisa mais se reapresentar toda vez que abre uma conversa nova.

ChatGPT

Guarda fatos sobre você e sintetiza o que aprendeu ao longo das conversas. Desde meados de 2026 também atualiza sozinho o que ficou velho, como uma viagem que já aconteceu.

Claude

Memória automática de conversa, liberada para todos os planos em março de 2026, somada aos Projetos, onde você deixa material fixo que ele consulta sempre.

Gemini

Memória própria, mais a possibilidade de importar contexto pessoal estruturado, e a integração com o que já existe na sua conta Google.

Um detalhe que quase ninguém avisa: a memória é de cada uma. O que você ensinou ao ChatGPT não atravessa para o Claude. Por isso vale escolher onde você vai morar.

O que fazer com isso

Ensine uma vez,
em vez de repetir sempre

A memória não se enche sozinha do jeito certo. Você pode simplesmente mandar gravar, com todas as letras, e ela passa a valer para todas as próximas conversas.

Peça exatamente assim
"Grava na sua memória: tenho uma loja de decoração há 8 anos em São Paulo. Meu cliente é mulher de 40+ reformando o apartamento. Minha margem mínima é 35% e eu não trabalho com desconto agressivo. Responda sempre curto, com opções numeradas."

Vai para a memória

O que é estável: quem você é, o que vende, para quem, seus limites, seu tom, o que ela nunca deve sugerir.

Fica na conversa

O que é de hoje: o problema desta semana, o número deste mês, a decisão desta reunião.

Feito isso, você para de gastar os dez primeiros minutos de toda conversa se explicando. O contexto vira patrimônio, e não retrabalho.

A mesma pessoa, dois pedidos

O que muda na prática

Pedindo uma tarefa
"Escreve um post para o LinkedIn sobre o meu negócio."

Resultado: um texto genérico, que serviria para qualquer empresa. Você lê, não se reconhece e desiste.

Levando o desafio
"Tenho uma loja de decoração há 8 anos. Meu cliente é mulher de 40+ que reforma o apartamento. Este mês caiu movimento e eu acho que é porque pareço cara demais na vitrine. Quero mostrar que a peça dura 20 anos. Pensa comigo: qual ângulo funciona, e me dá três caminhos diferentes."

Resultado: opções que só fazem sentido para o seu negócio, porque só você tinha essas informações.

O detalhe que quase ninguém percebe

A IA sabe muito do mundo
e nada sobre você

Ela leu praticamente tudo o que a humanidade publicou. Não leu nada sobre o seu cliente que reclamou na terça, sobre a margem que você não pode furar, sobre o sócio que precisa ser convencido.

Esse é justamente o seu ativo. O contexto é seu, o julgamento é seu, e é isso que transforma uma resposta comum numa resposta útil.

Quem entrega mais contexto tira mais valor. Não é sobre saber usar. É sobre estar disposto a contar.
04

Bloco 4 · a pergunta que quase ninguém faz

Onde ela ainda não
substitui o seu julgamento.

Essa parte quase nunca entra nas palestras de IA. E é a que mais importa para quem tem um negócio nas costas.

O que continua sendo seu

Quatro coisas que ela não faz por você

01

Decidir o que importa

Ela te dá cinco caminhos ótimos. Qual deles é o certo para a empresa que você quer ter daqui a cinco anos, só você sabe. Ela não tem projeto de vida.

02

Ter gosto

Ela produz o que é mais provável, e o mais provável é o mediano. Reconhecer o que é bom, e recusar o resto, é trabalho humano.

03

Responder pelo erro

Ela erra com a mesma confiança com que acerta. Se sair errado, quem responde ao cliente, ao sócio e ao juiz é você. Isso não é delegável.

04

Sustentar uma relação

Ela escreve a mensagem. Ela não tem histórico com aquela pessoa, não vai olhar no olho e não constrói confiança. Isso ainda é o seu ativo mais escasso.

Um teste simples

A pergunta que eu faço
antes de aceitar qualquer resposta

Se isso der errado, quem leva a culpa?

Se a resposta for "ninguém, é rascunho", solte a rédea e use à vontade. Se a resposta for "eu, na frente de um cliente, de um sócio ou de um órgão", então a IA fez o rascunho e o trabalho de verdade começa agora, que é você conferir.

Quem inverte essa ordem se machuca. E eu já vi isso acontecer com gente muito capaz.

O que eu queria que vocês levassem

Quatro perguntas,
nenhuma resposta pronta

Combinei no começo que a gente sairia daqui com perguntas melhores. Estas são as minhas.

  1. Qual é o trabalho que só você consegue fazer? Esse é o que você protege, e deveria estar fazendo mais.
  2. Qual é o trabalho que você faz só porque não tinha alternativa? Esse é o primeiro candidato a sair das suas costas.
  3. O que você deixou de tentar porque era caro ou demorado demais? Vale reabrir a lista. O preço mudou.
  4. Onde você nunca aceitaria uma resposta sem passar pelo seu crivo? Escreva esses limites antes de precisar deles.

Recapitulando

O que a gente viu nesta hora

1

A IA deixou de responder e passou a fazer. Um agente é ela com ferramentas, contexto, memória e um loop até chegar no objetivo.

2

Não existe bala de prata. Cada laboratório é bom em alguma coisa, e o mapa muda a cada poucos meses.

3

O erro caro não é escolher a IA errada. É caçar o prompt mágico em vez de cuidar do contexto.

4

Entregue o problema, não a tarefa. Quem entrega tarefa recebe só a tarefa de volta.

5

Todas as principais já têm memória. Ensine uma vez o que é estável e pare de se reapresentar toda conversa.

6

E o que continua sendo seu: decidir o que importa, ter gosto, responder pelo erro e sustentar a relação.

Perguntas e respostas

Agora eu quero ouvir vocês.
Quem começa?

Obrigado

Leve o desafio.
Volte com história.

Escolha um problema real seu, ainda hoje, e convide a IA para dentro dele. É assim que se aprende.

Kelly Cordes de Andrade
Kelly Cordes de Andrade
Fundadora da sta_ai
kelly@staai.com.br
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Luiz Filipe Couto
Luiz Filipe Couto
Fundador da PixFly
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